sexta-feira, março 2

Véspera de 23 (extraido a sangue frio do lado b)

23. Eu até gosto desse numero. Mas não me sinto assim, "adulto". é o que eu sempre digo: I'm fucking 17 for fucking ever!

Perdi a aula hoje. De novo. Alguma força do mal me impede de sair da cama ao primeiro tocar de The Nanny no celular... dai eu acordo lá pelo décimo oitavo, o que implica que eu perdi a primeira aula. Quando eu me dou conta, hoje, eu acordei muito em cima da hora... e pior, terminei de me arrumar tarde! Estou eu aqui, agora, puto da vida por ter perdido mais uma aula de tipografia, a unica matéria desse ano que eu gosto (não falemos que o professor é bonito) e perdendo tempo relembrando meus 22 anos e refazendo mentalmente a lista do que se passou... vendo se eu completei tudo o que eu queria nos 22 anos.

Acho que consegui. Mantive uma relação estável, ignorei por completo o Nada, gastei bem menos com Madonna, conheci as Vizcayas (em cima da hora, mas conheci), conheci o Gloria, me rendi aos encantos de um celular-fetiche, fiquei num emprego por um ano, usei gordura vegetal hidrogenada, não usei drogas ilicitas, paguei minhas contas (em dia ou nao... mas paguei) e conheci os desastres do cheque especial.

Retomei atividades que há tempos ficaram adormecidas, como compor, remixar, desenhar, criar... enfim, coisas que eu gosto, tenho que fazer e tinha parado aos 21 anos.

O que eu quero pro meu proximo ano de vida? Me manter vivo. Ser amado. Amar. Coisas simples. O resto eu traço depois. Uma coisa é certa, quero ver Paris este ano. Não sei como, nem que seja por filme, mas eu quero.

Preciso ir. Tenho hora na manicure.

Um beijo e me lambe.

2 comentários:

Anônimo disse...

Parabéns (mais do que atrasado). Só pra dizer que tenho dois sentimentos muito parecidos: o de que fui muito (mais) feliz há 10 anos e o de que gostaria (muito) de ver Paris este ano. Bisous

Anônimo disse...

hmmmm